Vivendo as alegrias,as satisfações,as confusões de ser mãe de quatro lindos filhos!

sábado, 24 de outubro de 2015

Os dois lados da moeda:o prazer de amamentar e a decepção de não amamentar!

Vivi os dois lados da moeda na questão amamentação, primeiro com Driele e Fernanda que quase não amamentei, depois com Magninho e Miguel que foram amamentados até os três anos de idade. E posso dizer por experiência própria que a amamentação é a decisão mais acertada que uma mãe pode tomar!

Quando Driele nasceu eu era muito jovem, e por esse motivo (eu imagino) me deixei influenciar e muito pelos outros, aliás, pelos mais velhos, como por exemplo, minha avó e minha sogra. Esse pessoal mais velho não acredita no valor que tem o leite do peito, eles acham muito fraco e que não é o suficiente para sustentar uma criança. A prova disso é que todos os filhos de minha avó praticamente não foram amamentado, partiam logo para o engrossante. E era justamente isso que ela me dizia assim que Driele começava a chorar: "esse leite seu tá fraco, ela está chorando de fome, tem que dá mingau", " sua mãe quando nasceu tomava mingau de farinha de guerra, ela era uma criança gorda, saudável". E de tanto ouvi isso e vê que minha filha não parava de chorar, comecei a dá leite artificial pra ela, me arrependo amargamente até hoje por ter tomado essa decisão.

Quando Fernanda nasceu um ano depois eu já arrependida de ter tirado a amamentação de Driele, decidi que com ela seria diferente...é, mais não foi, começou tudo de novo exatamente igualzinho, ela chorava e minha avó dizia:"leite fraco da engrossante" e lá foi eu cometer o mesmo erro. O que é pior, eu tinha todas as condições de amamenta-las pois, não tive nenhum tipo problema com meu peito, não doía, não estava ferido, parei de dar simplesmente por ouvir aquilo tudo!!

Dez anos depois, lá estava eu grávida novamente, mais já tinha me tornado uma mulher madura, e sabia exatamente o que eu tinha que fazer com meu filho.

Ele nasceu e acreditem não tinha mamadeira, chuca, chupeta, eu decidi nao comprar absolutamente nada que pudesse atrapalhar a minha relação com ele na hora de amamentar. Quando ele veio pra mim que eu decidida coloquei ele no peito pra que ele sulgasse aquele colorosto, me senti mãe, me senti forte e senti que a partir dali ele só largaria o meu peito quando ele quisesse. E assim foi, levei ele pra casa e lá vem todos aqueles comentários novamente, mais nada me faria parar de sentir aquele prazer que estava sentido em amamentar, me sentir ligada, presa à ele, eu era a fonte dá vida, ele dependia de mim, do meu corpo para saciar a fome, a sede, para se acalmar, para se sentir amado!

O tempo foi passando e ele foi ficando gordo como nunca as meninas tinham sido, mas era um gordo saudável, só do meu peito, a pediatra ficava enlouquecida quando eu levava ele para as consultas, me dava os parabéns todas as vezes, e me dizia que eu fiz a escolha certa.

Quando eu toda orgulhosa dizia as pessoas
que ele nem agua bebia não acreditavam e muitas achavam um absurdo aquilo tudo.

Comecei então a notar as diferenças entre amamentar e não amamentar. Meu filho não ficava doente nunca, era um menino saudável, ja com Driele e Fernanda me lembro sempre de estar correndo nas emergências de hospitais e de muitos antibióticos, outra grande diferença também era na hora de sair, com as meninas, meu Deus, parecia que ia viajar, tinha que levar, mamadeiras, caixa de mamadeiras, papeiro, lata de leite, lata de engrossante, isso pra passar o dia, se fosse um passeio simples no shopping por exemplo, tinha que levar mamadeiras ja preparadas e quentes para conservar o mingau, ai na hora de dá tinha que esfriar e deixar na temperatura certa, era um sufocooooo!!! Com Magninho não precisava de absolutamente nada disso, só a sacolinha com umas fraldas, umas roupinhas, babador e pronto, a alimentação dele já estava pronta e na temperatura certa, bastava achar um lugar pra sentar, tirar o peito e acabou!!!! Que maravilhaaaaaa!!!

Quando Magninho fez 03 anos fiquei grávida de Miguel, e acreditem ele ainda mamava e não parou não, mamou ainda durante algum tempo durante minha gravidez e ele só parou quando ele bem quis. As pessoas diziam que ia fazer mal para o bebê mais não fez não,  Miguel nasceu com 3, 970kg as enfermeiras chamavam ele de bebê gig.

O prazer de amamentar Magninho foi tão grande que quando Miguel nasceu fiz exatamente igual. Ele mamou até três anos também, a pediatra já tinha me dito que eu já podia parar, que eu ja tinha feito meu papel e muito bem, que aquele leite já não tinha nenhum benefício para ele!!

Mais na hora de tirar foi um sofrimento, não sei quem sofreu mais eu ou ele. Já tinha ouvido falar no desmame e ja estava imaginado quando chegasse a minha vez, sabia que seria dolorosa essa separação. E quando chegou a hora eu pude constatar tudo isso. Comecei a tentar de varias formas mais o que seu certo e menos sofrido foi colocar um esparadrapo no peito e quando ele pedia eu mostrava e dizia que estava dodói, no início ele alisava, beijava, mais quando a vontade de mamar começou a aperter ele chorava muiapertar mais ainda. O meu peito ficava cheio de leite, empedrava, aí eu tinha que ir pra pia do banheiro e espremer, eu chorava muito fazendo isso, mais não de dor de física e sim uma dor na alma.

Não existe um prazer maior que
amamentar um filho, poder alimenta-lo, saciar sua sede, amamentação é um gesto de amor é uma prova de amor, é dedicação é entrega é vida. Se tivesse outro filho hoje faria tudo de novo, me entregaria de corpo e alma pra ele assim como fiz pra Magninho e Miguel!