Vivendo as alegrias,as satisfações,as confusões de ser mãe de quatro lindos filhos!

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Bullying: hoje o foco é quem pratica

Para se constatar um bullying é necessário a presença de três personagens: o agressor, a vítima e a testemunha, e geralmente, o foco sempre será a vítima, a preocupação é tanta com os prejuízos que aquilo pode causar nela que muitas vezes esquecemos que o agressor é na verdade quem mais precisa de cuidados.

A vítima daquele bullying precisará de muita assistência sim, de um acompanhamento psicológico, mais isso será para prevenir que se torne um adulto com algum tipo de problemas, algum trauma, ou algum distúrbio, quem sofre com o bullying são pessoas saudáveis, aparentemente mais frágil, com dificuldade em se defender, tímidas, mais isso não é um problema.
A assistência será como prevenção.

O problema na verdade está no agressor, que geralmente reproduz algum tipo de violência que ja tenha sofrido, e que para se sentir bem, é necessário, humilhar, criticar, mostrar que é mais forte, e muitas vezes a forma que acha pra fazer isso é agredindo não só verbalmente, mas em casos extremos,  a agressão se torna física, e para isso ele escolhe uma vítima para praticar o bullying. Esses agressores precisam urgente de um acompanhamento, pois se diagnosticado que ele seja quem pratica o bullying isso já é de fato um problema grave, mas por trás daquilo e sem auxílio esse agressor poderá se tornar um adulto com sérios problemas, o acompanhamento deverá ser rápido e contínuo, até para tentar descobrir o que levou a fazer tal coisa.

Meu filho sofreu bullying na escola, a coordenação me chamou pra me comunicar o fato, junto com a professora dele que me relatou tudo que estava se passando dentro da sala de aula, a minha primeira reação foi chorar, e muito, pensei até que não fosse conseguir reagir para ajudar meu filho, mas uma mãe nunca abandona o seu quando mais ele precisa, então enxuguei as lágrimas e tive a minha segunda reação, imediatamente mudei ele de turno, com o auxílio, e o aval da psicopedagoga da escola que estava participando da conversa.  Aquela minha atitude, também faria um estrago na cabecinha do meu filho, então foi ai que partir para a terceira reação, procurei uma psicóloga e passei a levar meu filho.

Uma das coisas que fiz também e faço até hoje, é conversar com ele e mostrar como ele é amado, mostro as pessoas ao redor dele e digo como elas o amam muito.

Bem...sobre o agressor, nada aconteceu com ele foi quem teve que mudar meu filho de turno pois ele já tinha contaminado a turma toda.

E pra piorar ele é filho de uma amiga minha, uma super amiga mesmo, e a coordenação da escola mesmo sabendo da nossa amizade apontou ele como principal agressor e me disse que eu poderia ficar à vontade para conversar com ela, até porque ela seria chamada lá no outro dia, então sai da escola direto pra casa dela, cheguei chorando ela se assustou mas a medida que eu ia contando ela chorava também, e no meio da nossa conversa ela me fez um pedido, que eu não mudasse meu filho de turno que eu deixasse ele lá para que ela "concertasse" o filho dela, a resposta não poderia ser outra a não ser:"meu filho ja sofreu demais por causa do seu, e agora você me pede que ele sirva de cobaia para você ensinar ao seu o que é certo ou errado? sinto muito mais é claro que a resposta é não, já chega." Foi uma conversa muito dolorida, mais foi franca, a dor de uma mãe que via o seu filho sofrer e a dor da outra mãe em saber que o sofrimento dele era justamente por causa do filho dela.

O pai do agressor nunca permitiu que ele frequentasse um psicólogo, ele disse que o filho dele não era "maluco" e realmente não era, tinha qualquer outro tipo de problemas mas maluco ele não era mesmo!!

O meu para prevenção de problemas,  até porque ele não tinha nenhum, até hoje frequenta psicólogo, no início chegou a fazer duas sessões por semana, agora ele faz apenas uma. Ele é um menino querido por todos ao redor, não recebo nem nunca recebi nenhum tipo de reclamação a respeito de seu comprtamento nem na escola e nem no meu prédio, é uma criança calma e amorosa, infelizmente já do agressor não posso falar o mesmo, sempre problemático, levando as pessoas a sua porta para contar um mal feito seu.

Ai então eu te pergunto:com quem está o problema? Quem merece acompanhamento rigoroso? O foco é o meu filho?